HIPERTENSテグ Nテグ GERA SINTOMAS POR MUITO TEMPO, MAS PODE CAUSAR LESテグ REPENTINA

A pressão alta ou hipertensão é geralmente um distúrbio assintomático. Isso significa que, habitualmente, não há desenvolvimento de sintomas, a menos que seja grave ou de longa duração. O fato é que a elevação anormal da pressão nas artérias aumenta o risco de distúrbios como acidente vascular cerebral (popularmente conhecido por derrame), ruptura de um aneurisma, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e lesão renal.

 

Quando se mede a pressão arterial, registram-se dois valores. O maior mede a contração do coração (a sístole, ou a força que o coração faz para bombear o sangue); o menor indica o relaxamento entre um batimento e outro (diástole) e, por tabela, a resistência que a artéria oferece à passagem do sangue. A notação para indicar a pressão arterial traz a medida da pressão sistólica seguida de uma barra e, em seguida, a pressão diastólica. Por exemplo, 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio), ou simplesmente “doze por oito”.

 

A pressão arterial elevada ocorre com uma pressão sistólica sustentada em repouso igual ou maior que 140 mm Hg, uma pressão diastólica igual ou maior que 90 mmHg, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Aliás, na hipertensão em geral tanto a pressão sistólica como a diastólica estão nessas faixas ou além delas. 

 

A diretriz da Sociedade Brasileira de Hipertensão é um pouco mais rigorosa do que o patamar consagrado nos manuais médicos: são consideradas anormais as médias de pressão arterial acima de 135/85 mm Hg.

 

Para configurar um quadro hipertenso, tanto o coração pode bombear com mais força, ejetando mais sangue a cada minuto, quanto as artérias podem ficar rígidas, não se expandindo para permitir a passagem do sangue bombeado pelo coração. Assim, o sangue ejetado em cada batimento cardíaco é forçado através de um espaço menor que o normal. Uma terceira forma de elevação da pressão é quando os rins funcionam mal e são incapazes de remover a quantidade adequada de sal e água do organismo. O volume de sangue no corpo aumenta e a pressão arterial também.

 

Em praticamente todos os indivíduos a pressão arterial aumenta com a idade, com a pressão sistólica aumentando até os 80 anos de idade e a pressão diastólica aumentando até os 55 ou 60 anos.

 

Ainda segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, há 30 milhões de hipertensos no Brasil: 36% deles não fazem controle nenhum da doença, 41% abandonam o tratamento logo depois de uma melhora inicial e só 23% obedecem a um controle adequado. Para piorar, a medição da pressão é realizada em apenas 29% das consultas médicas no país.

 

O resultado, que poderia ser evitado, é o seguinte: a pressão alta é responsável por 40% dos infartos, 80% dos AVCs e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

*Com informações do Manual Merck

Fonte: www.g1.com.br